Após
uma denúncia formulada junto ao Ministério Público (MP) pelo vereador Branco Gomes
(PSDB), da cidade de Frei Martinho, Seridó paraibano, os ônibus municipais do
transporte escolar não podem mais ofertar carona a populares, conforme anunciou
o prefeito Aido Lira (PSB) em um programa de rádio do último sábado (10).
O vereador, após uma audiência no MP, teria questionado o transporte de passageiros,
que não são da área da educação, nos transportes escolares. “No
final da audiência, o vereador tira uma dúvida intencionalizada sobre essas
pessoas que transitam, pais de famílias, mães de família que vem marcar um
exame, vêm receber suas aposentadorias ou para um emprego na cidade”, disse o
prefeito.
Para
Aido, não havia problema em ofertar a carona, desde que os passageiros
respeitassem os assentos dos estudantes. “Não havia nenhum problema, até porque
essas pessoas respeitavam os assentos, que são exclusivos dos estudantes e, de
repente, nos deparamos com essa decisão do Ministério Público”.
Aido
ainda declarou que com 32 anos de transporte escolar no município, essa prática
nunca foi questionada por nenhum gestor ou vereador. “Há 32 anos era prática de
todas as gestões e nunca um prefeito, um vice-prefeito ou um vereador teve essa
dúvida como o vereador Branco teve recentemente. Então, o promotor cumprindo a
lei determinou que todas as pessoas que andassem nos ônibus, que não fossem
alunos ou da área da área da educação, não pudessem transitar”.
A
notícia tem gerado revolta de populares, sobretudo da zona rural, que antes
utilizavam o transporte escolar para se deslocar até a cidade e, às vezes, não
tinham condições de pagar por um transporte. “Muitos deles vão perder o
trabalho porque não tem condições de fretar um moto taxista”, disse Aido.
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