Ato público na capital diz que vaquejada não é cultura, mas tortura

Um ato público realizado no fim da tarde deste domingo, 27, no Busto de Tamandaré demonstrou o apoio de ambientalistas, defensores dos animais e de segmentos da sociedade pessoense à decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou a vaquejada inconstitucional. Dezenas de pessoas com faixas e cartazes, além de um carro de som, ocuparam a área para se posicionarem contra a prática, repetindo o lema: "Vaquejada não é cultura, mas, sim tortura".

Outro ponto enfatizado pelos integrantes do protesto foi que o movimento não se opõe aos vaqueiros, mas sim aos proprietários de gado que usam os animais para promover as vaquejadas. "Eles já são ricos, já vendem a carne e o leite. Não precisam de vaquejada, onde você só vê o boi uma vez, mas ele é treinado antes e isso inclui muita tortura", disse uma das líderes do ato.

A mobilização ocorrida na capital da Paraíba foi idealizada pelo "Movimento Crueldade Nunca Mais" e se deu, simultaneamente, em diversas cidades brasileiras como forma de apoiar a decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou a vaquejada prática cruel e, portanto, uma afronta à Lei Maior, a Constituição Federal, que proíbe expressamente em seu artigo 225, § 1º, inciso VII, a crueldade para com os animais.
                           
A decisão da Suprema Corte brasileira sobre a vaquejada é recente, decorre da finalização, no último dia 6 de outubro, do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983. Na ocasião, o STF julgou procedente a ADI contra a Lei 15.299/2013, do estado do Ceará, que regulamentava a vaquejada como prática desportiva e cultural naquele estado. Portanto, a decisão do STF torna a “lei cearense da vaquejada” inconstitucional por entender que a crueldade e os maus tratos estão intrinsecamente ligados à prática da vaquejada. 


ParlamentoPB

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