O
governador Ricardo Coutinho (PSB) não recebeu muito bem a sugestão de que a
bancada federal participe da audiência com o presidente da República Michel
Temer (PMDB), agendada para esta quarta-feira (16). Em entrevista à rádio RPN,
nesta segunda-feira (14), Ricardo disse que sempre defendeu a unidade, na
Paraíba, mas criticou a ausência de ações e a hipocrisia de alguns
parlamentares. “Se tem uma coisa que eu não sou é hipócrita”, disse Ricardo.
“Eu
fico tão triste quando eu vejo o Orçamento Geral da União e não vejo uma emenda
para o estado. Você, para construir as coisas, tem que demonstrar isso na
prática, e não simplesmente achar que vai bater uma foto numa determinada reunião
e que essa foto vai por si só servir para alguma coisa”, disse Ricardo.
Embora
os deputados federais da base do governador tenham acompanhado Ricardo em
algumas visitas a Brasília, como por exemplo ao Ministério da Fazenda, o
deputado Benjamim Maranhão propôs que toda a bancada federal deva ir com o
governador à audiência com Temer.
Entre
os pontos que Ricardo pretende discutir, durante a audiência com Temer, estão o
Hospital de Oncologia de Patos, os equipamentos do Hospital Metropolitano de
Santa Rita, os financiamentos para o Estado, entre outras questões. “Eu quero
olhar para o presidente da República e dizer que a Paraíba faz o dever de
casa”, disse o governador. Para ele, houve obstaculização e conspiração por
parte de alguns políticos de oposição contra a Paraíba, durante os últimos
tempos.
Em
uma referência ao senador Cássio Cunha Lima, Ricardo Coutinho disse que seus
adversários mais ferrenhos em Brasília tentam isolar o Governo da Paraíba, e
apontou a retirada de recursos, pelo governo federal, do Viaduto do Geisel. “Eu
nunca vi alguém justificar algo, torcer por isso, ou dizer ‘vou sugerir que se
faça isso'”, reclamou Ricardo. “Deveriam estar defendendo o interesse do
estado, que é o interesse do Governo, para liberar os financiamentos”,
acrescentou o governador.
Ricardo
disse acreditar que a nota de rebaixamento da Paraíba no Tesouro Nacional vai
ser revista porque foi ocasionada pela queda do Fundo de Participação dos
Estados – FPE.
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