O
Senado deve votar nesta terça-feira (29/11), em primeiro turno a Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos. Mesmo com o
agravamento da crise no Palácio do Planalto, que envolve também o presidente
Michel Temer, líderes da base se reuniram com o peemedebista para assegurar
amplo apoio à proposta. Para os senadores paraibanos José Maranhão (PMDB) e
Deca (PSDB) a matéria deve ser aprovada.
Os
senadores da base calculam 63 votos a favor da PEC, dois a mais que no processo
de impeachment. As adições viriam dos senadores Armando Monteiro (PTB-PE), que
foi ministro de Dilma, e Otto Alencar (PSD-BA), que já anunciou voto favorável
à PEC. Apesar da disputa local com o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), o
senador Telmário Mota (PDT-RR), que mudou de voto de última hora no processo de
impeachment, deve permanecer na base do governo Temer e votar a favor da PEC.
Na
reunião com líderes, os senadores tranquilizaram Temer quanto à fidelidade da
base e confirmaram apoio na votação da PEC. Ainda assim, o líder do governo
deixou o recado para que as bancadas sejam acompanhadas de perto durante a
votação.
Teto
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado
presidida por Maranhão no início de novembro da mesma forma que veio da Câmara
dos Deputados. Como a versão agrada ao governo, a intenção é não fazer
modificações no plenário do Senado para que o projeto não precise retornar para
análise dos deputados, o que atrasaria a aprovação.
De
acordo com o senador José Maranhão, a matéria deve tramitar normalmente no
Senado e deve ser votada antes do fim do ano. “Os prazos são os prazos normais.
Nós esperamos que essa PEC seja aprovada até dezembro”, afirmou Maranhão.
Maranhão
já tem como certa a aprovação da matéria tanto na Câmara quanto no Senado
devido à situação do Brasil. “O país não pode continuar na gastança se a
economia não vai bem, se o desemprego é o maior da história econômica. Tudo
isso levará a uma atitude prudente de entendimento”, acredita o senador.
O
senador Deca (PSDB-PB)já declarou seu apoio à proposta de emenda à Constituição
(PEC 55/2016) que limita os gastos públicos. Ele considera a medida necessária,
ressaltando que o Brasil precisa sair da crise e que não existem fórmulas
mágicas para o país equilibrar suas contas e resgatar o nível de atividade
econômica. Para o senador, a busca de solução exige “pés no chão” e sacrifício
de todos, tendo em vista que um país não pode gastar mais do que arrecada.
“Não
enxergaremos a luz no fundo do túnel sem sacrifício, sem buscar dentro de cada
um o espírito de patriotismo e brasileirismo. Já entendemos a gravidade da
situação. Vamos agora combatê-la”, afirmou.
PB
Agora