O
juiz José Ramos Ferreira Júnior e o procurador-chefe substituto do Ministério
Público Federal, Marcos Queiroga, discutiram as mudanças nas medidas
anticorrupção votadas pela Câmara dos Deputados, na madrugada da última
quarta-feira, que modificou seis das dez medidas de combate a corrupção
enviadas pelo MPF ao Congresso Nacional.
Em
entrevista ao programa Master News, da TV Master, na noite desta quinta-feira,
01, o magistrado Ferreira Júnior afirmou que a ação dos parlamentares é,
claramente, uma retaliação ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, mas
complementou afirmando que os juízes e promotores não se assustam com a
situação e não vão se intimidar, “podem vir quentes que estamos fervendo”,
disse.
procurador-marcos-queirogaO
procurador Marcos Queiroga disse que muitos senadores que apoiaram a votação da
medida, já no Senado, em caráter de emergência, são acusados de crimes, ele
destacou que a maioria dos senadores não aprovou a urgência e a matéria será
votada em outro momento, após análise.
Questionados
se haverá impacto na Operação Lava Jato, Queiroga destacou que “pior que as
mudanças devido à retaliação, são os mecanismos que deixaram de ser aprovador
porque foram retirados da matéria, isso é mais grave”.
Ferreira
Júnior falou sobre reunião realizada hoje pela manhã em João Pessoa com
representantes dos poderes para se mobilizar, “nos reunimos para debater o
assunto, nãos e trata de uma pauta corporativa, mas de uma pauta para a
sociedade, precisamos ter a liberdade de agir e analisar projetos de acordo com
as provas existentes, se não for a contento, há recursos, não podemos ser
tolhidos dessa análise”, pontuou.
Ferreira
Júnior e Marcos Queiroga finalizaram pedindo que a sociedade se mobilize contra
as ações do Congresso Nacional, “conclamo cada cidadão, vá às ruas, fale com
sue deputado nas mídias sociais e diga não a ‘medida da meia-noite’ precisamos
acreditar nos 2,4 milhões de brasileiros que assinaram o projeto das dez
medidas e não no que os deputados que tem débitos com a justiça estão fazendo
mudando tudo o que estava previsto no projeto original”, finalizou o magistrado
Ferreira Júnior.
Polêmica
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