O
prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, vai recorrer da decisão da
Justiça do Trabalho de Olinda, que determinou aos consórcios que tocam as obras
da transposição do Rio São Francisco que paralisem a construção do “Túnel Monteiro”.
A Justiça acatou pedido do Ministério Público, que ajuizou uma Ação Civil
Pública, considerando “iminente risco de trabalho” aos trabalhadores da obra.
De
acordo com Romero, as consequências da paralisação da obra também são
gravíssimas, não apenas pelo baixíssimo volume do Açude Epitácio Pessoa, que
abastece Campina Grande e os municípios da Borborema, mas também pela
contaminação da água que, segundo o gestor, já é bastante grande. “A cada dia
que o volume do açude é reduzido, aumenta a quantidade de toxina do açude”,
alerta.
Romero
lembra que mais de um milhão de pessoas dependem da transposição e que o prazo
de conclusão da obras, previsto para abril deste ano, não pode mais ser
postergado. “O que é mais importante? Uma questão trabalhista, onde você pode
notificar, multar e punir a empresa, ou a vida, que não tem preço. Nós temos
pressa. Quem tem sede tem pressa”, reforçou.
De
acordo com a decisão, os gestores da obra estão obrigados a suspender a
utilização de todos os veículos usados pela empresa RR Transportes para
transporte de trabalhadores, substituindo-os por outros em melhores condições.
São réus na Ação os consórcios Bacia do São Francisco e São Francisco Leste,
S.A. Paulista de Construções e Comércio, FBS Construção Civil e Pavimentação
Ltda e Somague Engenharia S.A do Brasil.
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do Gordinho