Na
manhã desta quarta-feira, 8, o deputado estadual Anísio Maia (PT), comentou o
primeiro depoimento do ex-deputado Eduardo Cunha ao juiz Sérgio Moro no âmbito
da operação Lava Jato. “As informações do ex-presidente da Câmara, o homem que viabilizou
o impeachment e conhecedor de todas as articulações do Congresso deveria chamar
atenção de toda a mídia e daqueles que foram às ruas com o pretexto de combater
a corrupção”, afirmou.
“No
entanto, o que mais repercutiu na mídia foi a informação de que o ex-deputado
tem um aneurisma. O que teria acontecido se da boca de Eduardo Cunha tivesse
saído os nomes Lula ou Dilma? Alguém ainda acredita que o objetivo da grande
mídia é informar a população?”, questionou Anísio. “E digo mais, este aneurisma
de Cunha foi um recado claro: ‘ou me tiram da cadeia ou entrego todo mundo’.
Por a indicação de Alexandre Moraes para o STF”, acrescentou.
Para
o petista, os últimos acontecimentos confirmam a tese de que o impeachment da
presidenta Dilma Rousseff foi uma forma de estancar a Lava Jato, como sugeriu
áudio do senador Romero Jucá. “É a famosa ‘Solução Michel’, que Jucá defendeu.
E quem diz isto não sou eu, mas, o Procurador Geral da República, Rodrigo
Janot”.
“O
que a grande imprensa golpista fingiu não saber e o que Sérgio Moro fez de
conta que não ouviu é que de acordo com Eduardo Cunha, Michel Temer participou
de todas as articulações e nomeações nas diretorias da Petrobrás. Quando
ouvirem falar em ‘petrolão’ lembrem-se do PMDB e do atual presidente ilegítimo
Michel Temer. A farsa acabou, como denunciávamos desde o início”, concluiu.
Assessoria