O
deputado federal Efraim Filho (DEM) se posicionou contra as mudanças para
aposentadoria dos trabalhadores rurais na Reforma da Previdência, para ele os
benefícios devem ser mantidos, porém com mais fiscalização, para que não ocorra
a migração dos agricultores para as zonas urbanas. A PEC 287 prevê que idade
para se aposentar passe de 55 anos, para mulheres e 60 para homens, para 65
anos, além de cortar um dos benefícios, caso o aposentado esteja recebendo duas pensões.
Efraim
ressaltou que esse é um dos pontos negativos na reforma e o corte desses
provimentos podem causar problemas em todo o país. “Entre os pontos que vamos
brigar para que seja reformulado é a questão da aposentadoria rural, esse
modificarem as regras, tornando-a mais rígida, existirá um efeito colateral do
êxodo de agricultores para as cidades. Isso é muito ruim porque vai provocar o
inchaço das metrópoles, gerando uma piora na qualidade dos serviços de saúde,
educação e até mesmo de segurança pública”.
Já
o ponto positivo citado pelo parlamentar é a extinção de privilégios
encontrados nos modelos da previdência para funcionalismo. “É preciso que se
mude esses direitos para os agentes políticos, juízes, promotores e
parlamentares. Eles, tem direito a aposentadoria integral, enquanto o
trabalhador da iniciativa privada só pode receber até o teto que um pouco mais
de três mil. Nessa parte a reforma vem
dizer que está todo mudo igual daqui para frente, ou seja, quem quiser receber
mais terá que fazer um fundo de previdência complementar”.
O
parlamentar enfatizou também que aposentado rural precisa ser tradado forma
diferente do trabalhador urbano, mas que é preciso que haja rigorosidade no
combate às fraudes. “O que existe muito hoje em dia nas cidades do interior são
pessoas que nunca foram agricultores, nunca pegaram num cabo de uma enxada, mas
compram notas fiscais dizendo que compram enxada ou pegam o carimbo de alguns
sindicatos que não tem compromisso, isso não é uma regra geral, e aí vão no
INSS receber um recurso que ele não tem direito e não merecem”.
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do Gordinho
