O
papa Francisco criticou a sonegação de impostos e evasão de divisas, alegando
que estes crimes, além de atos ilegais, “negam a lei fundamental da vida: o
socorro recíproco”. O discurso no qual o papa criticou o capitalismo e os
crimes financeiros ocorreu durante um encontro com mil pessoas que promovem a
“Economia da Comunhão” (EdC), movimento criado no Brasil.
A
EdC é uma filosofia de modelo de negócios que prega o fim das injustiças
sociais. “O ‘deus da sorte’ tem sido cada vez mais a nova divindidade de uma
certa finança e de todo o sistema que está destruindo milhões de famílias no
mundo”, disse o líder católico. “O dinheiro é importante, sobretudo quando não
não temos ele, e dele dependem a comida, a escola, o futuro dos filhos. Mas ele
vira ídolo quando se torna a principal finalidade”, argumentou.
O
movimento surgiu em 1991, fundado pela italiana Chiara Lubich, que ficou
impressionada com a desigualdade social durante uma viagem ao Brasil. Em maio
de 1991, Lubich convidou empreendedores a criarem empresas que, seguindo as
regras do mercado, servissem ao bem comum nas comunidades da capital paulista.
O encontro com o Papa reuniu 1,1 mil pessoas de cinco continentes, inclusive do
Brasil, segundo a Agência Ansa.
Agência
Brasil