A
especulação de que a Companhia de águas e Esgoto da Paraíba (Cagepa) pode vir a
ser privatizada entrou em debate na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (21).
Apesar do próprio governador Ricardo Coutinho (PSB), já ter descartado essa
possibilidade, o assunto foi debatido entre os deputados de situação e
oposição.
Na
maioria, os parlamentares das duas bancadas se posicionaram contra
privatização, mas defenderam que o modelo de gestão seja discutido e verificado
se o órgão passa por problemas estruturais e financeiros.
“Antes
de mais nada temos que discutir uma gestão para Cagepa, se tem algum problema,
mas sou radicalmente contra privatizar setores essenciais da economia. Daqui a
pouco vão privatizar presídios, vão privatizar escolas. Daqui a pouco, não fica
nada para o Estado e o estado fica apenas um gestor das finanças empresariais,
portanto, sou contra e acho que isso não está sendo discutido no governo”,
opinou Anísio Maia (PMDB), deputado da base.
Também
da bancada de situação, a deputada estadual Estela Bezerra (PSB), afirmou que
desconhece a pretensão do Governo do Estado de privatizar a Cagepa.
“Eu
desconheço matéria com relação a privatização da Cagepa. Eu, particularmente
acho que a água, assim como o petróleo, são recursos muito preciosos para
humanidade para a gestão ser feita por terceiros ou por mentalidades
comercialistas, basta a telefonia que foi privatizada e ao ser privatizada
causou o impacto que vem causando”, disse.
O
deputado de oposição, Raniery Paulino (PMDB), declarou ser contra a
privatização e lembrou o empréstimo de R$ 170 milhões autorizado na ALPB para
que o Governo do Estado utilizasse nas finanças da Cagepa.
“Não
tem sentido discutir privatização da Cagepa quando temos hotéis bancados pelo
poder público. Tem meu voto favorável a privatização dos hotéis da Paraíba, mas
a Cagepa temos que fazer estudo aprofundado porque há um interrogação acerca
disso”, defendeu.
Para
o líder da oposição, deputado Tovar Correia Lima (PSDB), o tema ainda deve ser
discutido na ALPB e, por isso, ele afirmou que ainda “não tem opinião formada”
sobre o assunto, mas antecipou que se a instituição for “superavitária” não
deve ser privatizada.
“Como
um todo nós não temos uma opinião formada. É preciso estudar, ver número. Se a
Cagepa é superavitária, ela é um patrimônio, então será que vale a pena
vendê-la? Se ela não é, houve um rombo, houve um erro na legislatura passada
porque foi aprovado aqui a tranco e barrancos um empréstimo milionário para a
Cagepa”, defendeu.
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do Gordinho
