A
reabertura Parlatório do Povo Deputado Tota Agra, da Assembleia Legislativa da
Paraíba (ALPB), nesta sexta-feira (17), foi marcado por protestos contra a
Reforma da Previdência. A Audiência Pública sobre o tema foi convocada pelo
deputado estadual Jeová Campos (PSB).
Com
gritos de “A previdência é nossa, não ao retrocesso”, “Não a PEC 277” e “A
previdência é nossa, ninguém tira da roça”, cerca de 2 mil pessoas se reuniram
em frente a ALPB, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Para
o deputado Jeová, a aprovação da reforma da maneira que se apresenta é “uma
covardia com o povo brasileiro”. Ele espera que a bancada federal paraibana
entenda as consequências das medidas, principalmente na vida rural e na
atividade econômica.
“A
Constituição de 1988 previu, como principio básico, a dignidade da pessoa
humana. Estão querendo colocar os agricultores em condições de pedintes, e não
de cidadão. Isso é inaceitável. Se tem problema no caixa, vamos deixar de tirar
o dinheiro da previdência”, afirmou.
O
presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, acredita que as mudanças em tramitação
resultarão na exclusão do trabalhador camponês, que perderá direitos e passará
a se aposentar ainda mais tarde.
“Estão
querendo tirar do trabalhador rural um direito conquistado com muita luta, que
foi o da aposentadoria especial. É uma atividade que muitos começam aos 8 anos
de idade, e que tem hoje o direito de se aposentar aos 55 e 60 anos, e querem
levar para 65 anos, cortando vários benefícios”, declarou.
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do Gordinho
