Mesmo
com a cidade em situação de emergência, o prefeito de Picuí, Seridó paraibano, Olivânio
Remígio (PT), gastou R$ 90 mil com atrações musicais para a festa de
emancipação política do município. A uma das atrações foi pago um cachê
de R$ 40 mil. O caso será levado ao conhecimento do Ministério Público.
Incluída,
no final do ano passado, no Decreto Estadual nº 36.951, de 05 de outubro de
2016, a cidade de Picuí está entre os 196 municípios paraibanos em situação de
emergência por causa da escassez de água. O decreto, que tem duração de 180
dias, também foi publicado no Diário Oficial da União pelo Ministério da
Integração Nacional, através da Portaria nº 193, de 09 de novembro de 2016.
Apesar
da situação, onde só a chegada das chuvas pode aliviar o sofrimento por água em
cidades como Picuí, a qual sofre com a seca dos seus principais mananciais e a falta
de agilidade da Gestão Municipal em atender a grande demanda da zona rural, a
prefeitura pagou R$ 90 mil por três atrações musicais para comemorar os seus 113
anos de emancipação política.
No
último domingo (12), em um programa de rádio, vereadores da bancada de oposição
ao prefeito repudiaram a forma como foram gastos os recursos do município. “Você
não pode fazer isso com o dinheiro público. Você não pode contratar, por
exemplo, uma banda como Pedrinho Pegação por R$ 40 mil em um meio de semana. Enquanto
isso, a gente tá vendo o nosso agricultor sofrendo na zona rural”, declarou o
vereador Ataíde Xavier (PSD).
A
vereadora Ednalva Dantas (PSD) lamentou o gasto com as atrações enquanto as
ambulâncias do SAMU estão paradas por falta de manutenção. “É inadmissível que
se gaste R$ 90 mil com bandas onde as ambulâncias ainda não foram concertadas
sob a justificativa de que a gestão passada as deixou sucateadas. Essa gestão está
entrando para 90 dias e ainda não deu para concertar as ambulâncias?”,
questionou.
As
atrações musicais da festa de emancipação política de Picuí se apresentaram
entre os dias 08 e 09 de março. De acordo com o vereador Ataíde Xavier, a prefeitura
pagou R$ 40 mil pela apresentação da banda de forró Pedrinho Pegação, R$ 35 mil
pelo show do cantor evangélico Samuel Mariano e R$ 15 mil para a banda Forró da
Resenha. O parlamentar declarou que apresentará a denúncia ao Ministério
Público para que apure os gastos diante da situação de emergência que vive o
município.
POLITICANDOPB
