A
transexual Ariela Diniz, da cidade de Coronel Ezequiel, Rio Grande do Norte,
usou as redes sociais nesta sexta-feira (24) para externar sua alegria em ter
conquistado o direito de usar seu nome social no seu jaleco e na sua carteira
do Conselho Regional de Enfermagem (Coren). Tudo começou após a enfermeira ser
denunciada a diretora da unidade de saúde que trabalha por usar no seu jaleco o
nome que, para a denunciante, não seria o seu. De acordo com a denúncia, a
mesma estaria cometendo um crime.
Após
o fato, Ariela começou uma luta para conseguir provar a sua identidade social e
obter o direito de continuar usando o jaleco com o seu nome feminino e ter o
mesmo no seu documento junto ao conselho da categoria. De acordo com a
publicação, ao procurar o Coren o mesmo também não tinha conhecimento do
direito de Ariela usar o nome social, até pelo fato de a enfermeira ter sido a
primeira a requerer o direito no estado.
Após
a solicitação, o Coren entrou em contato com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)
e o mesmo deu o direito a enfermeira de usar o seu nome social, conforme
solicitado. Após a decisão, Ariela usou as redes sociais para comemorar a
conquista.
“Entrei
para a história do Coren do RN. Me falaram que fui a primeira trans a requerer
os meus direitos e obtive sucesso. O Cofen me liberou usar não só o nome social
no jaleco como na carteira do Coren. Agora sim vou poder assinar todos meus
procedimentos com o nome Ariela Diniz. Nossa, me sinto poderosa fazer história
desse tipo como na UFRN e agora no Coren”, escreveu a enfermeira.
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