Desde
que foi entregue, com direito a solenidade e muitos holofotes, o ônibus do
transporte de universitários da cidade de Picuí, Seridó paraibano, para a
cidade de Campina Grande tem sido alvo de embate nas redes sociais por
correligionários políticos dos dois cordões que dividem a política picuiense.
De um lado, a bancada de situação ao prefeito elogia a atitude e ataca as
gestões anteriores. Do outro, a bancada de oposição critica o alto custo do
veículo e a propaganda em torno de tal locação. Mas, o problema, na verdade,
não é o ônibus – ninguém torce que ele quebre – e sim a mídia em torno dele.
“Ninguém
comemora o aluguel de uma casa e, sim, a construção de uma nova”, foram as
palavras do vereador Aldemir Macedo (PTdoB) no último domingo (21) ao criticar
a publicidade empregada em torno da locação de um veículo pago com dinheiro
público por um preço pra lá de alto e ainda por cima a uma empresa de outro
estado. Não gera receita para o município e deixa de priorizar pais de família
da cidade.
Um
site ligado à gestão petista do prefeito Olivânio chegou a noticiar o ônibus
como um modelo zero quilômetro, quando na verdade o mesmo tem dez anos de
estrada. A matéria foi removida logo após cumprir seu papel de confundir a
mente da população. O povo também achou, por um momento, que o veículo teria
sido comprado pela prefeitura. Ninguém sabe se a intenção foi essa, mas a mídia
empregada em rádio, TV e internet em torno do busão deu a entender que era
quase isso e mais um pouco. Afinal, a gestão petista de Picuí é recorde em
mídia. Nunca se viu tanta. O prefeito é rodeado de profissionais da imprensa,
jornalistas, jornaleiros, blogueiros e outros.
A
oposição critica, e com razão, o valor da locação do veículo. A gestão pagará
mais de R$ 118 mil para o veículo rodar de segunda à sexta com os estudantes no
prazo de 10 meses. “Com o valor, daria para comprar um do mesmo”, levantou o
vereador Ataíde Xavier (PSD). Além de servir aos universitários, poderia ser bem mais aproveitado no município, até mesmo pelos grupos culturais. No próximo ano, uma nova licitação deverá ser
feita e mais R$ 118 mil vai embora. Na gestão do ex-prefeito Buba Germano
(PSB), um ônibus usado foi comprado para atender os universitários. O veículo
era usado, mas existe até hoje. Se faltou manutenção para manter o mesmo em
boas condições, esses são outros poréns. O fato de ser usado não é problema,
que o diga seu Laudilino.
Na
noite desta segunda-feira (22) o ônibus outrora “vendido” como zero km deu
pane. Um problema no sensor de marcha deixou estudantes a pé em plena noite fria
da Rainha da Borborema. Para retornar às suas casas foi preciso pegar carona. A
partir daí, começou os embates nas redes sociais. Críticas, defesas e muito
muído. Alguns chegaram a cogitar que a oposição estaria torcendo contra o
transporte, mas logo foi rebatido: “para quem vendeu um ônibus novo, isso não
era para acontecer”. A mídia demais às vezes atrapalha e dessa vez atrapalhou.
A
empresa, como qualquer outra, providenciou um ônibus reserva e mandou para a
cidade. O vice-prefeito Lucas Marques (PSD) e alguns asseclas do prefeito não
perderam tempo e em tom de ironia jogou a foto nas redes sociais. “Para quem
não quer o bem de Picuí é se conformar e agüentar o novo jeito de governar”,
escreveu Lucas. A locadora não fez mais do que sua obrigação, afinal, essa é
uma regra de quem loca qualquer veículo. Ai dela se não faz, quem danado quer
perder um contrato de R$ 118 mil numa crise dessas? Aí já é achar que o povo é
besta, vice-prefeito.
Mas
ninguém é contra o novo jeito de governar, não. É preciso ter muita coragem
para mudar, inclusive, usar a mídia para enganar. Mas um dia a mentira vira
rotina, o povo vai se alertando e a tendência é a casa cair. O problema não é o
ônibus, é a mídia em torno dele.
Por Flávio Fernandes
Nos acompanhe nas redes sociais:
Facebook (CLIQUE AQUI)
Youtube (CLIQUE AQUI)
Email: politikandopb@gmail.com
CLIQUE AQUI E CONTINUE ACESSANDO
POLITICANDOPB





