As
perspectivas da Operação Irerês são cada dia mais sombrias para a gestão do
prefeito Luciano Cartaxo (PSD).
Uma
informação vazada nesta terça-feira (20) da sede da Polícia Federal dá conta
que foi apreendida na sala do proprietário da Empresa Compec uma “agenda
bombástica” contendo informações estratégicas sobre a execução orçamentária da
obra.
Está
comprovado o superfaturamento de pelo R$ 6,4 milhões no projeto de
revitalização da Lagoa do parque Sólon de Lucena.
Com
a quebra do sigilo da operação, se torna público tudo aquilo que se encontra no
campo das especulações. Foram apreendidos documentos e equipamentos em
escritório e residência de sócios da empresa contratada da PMJP para realizar a
obra.
O
processo contém seis volumes com mais de 700 páginas com laudos periciais de
engenheiros e peritos da Polícia Federal.
Esta
semana, a Polícia Federal pediu a suspensão da função pública do secretário de
Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade, que é um dos investigados pelo
órgão e pelo Ministério Público Federal (MPF) que investigam a gestão do
prefeito Luciano Cartaxo (PSD) por suspeita de superfaturamento na obra da
Lagoa. Diante do pedido, o MPF deu parecer favorável.
No
pedido realizado no dia 31 de maio de 2017, o MPF destaca que a permanência de
Cássio Andrade na gestão de Cartaxo poderá interferir diretamente nas
investigações, seja destruindo provas ou intimidando demais servidores
subalternos.
Auditoria
da Controladoria Geral da União realizada em setembro de 2015 identificou uma
série de ilegalidades na obra.
A
fase final da investigação deve indicar a responsabilidade de cada um dos
investigados e identificar o caminho para onde todo esse dinheiro foi desviado.
Desde
o início de 2015, a polêmica em torno das irregularidades nas obras da Lagoa
vem se arrastando e se transformou em um enigma que tem intrigado a população
de João Pessoa.
Onde
foram depositadas as 200 mil toneladas de lixo que teriam sido retiradas pela
prefeitura da Lagoa do Parque Sólon de Lucena?
Fonte:
RPN Online