A
população de Cuité, Curimataú paraibano, ficou surpresa ao assistir a sessão
da Câmara Municipal da última segunda-feira (12) com a presença da Polícia
Militar (PM) para, de acordo com o presidente da Casa, vereador Geraldo Leite
(PSDB), conter os baderneiros e dar segurança aos parlamentares. O fato, nunca
visto na Casa de Manoel Felipe dos Santos, chama a atenção porque enquanto
lembraram de pedir segurança para protegê-los do povo, que se revolta vez ou
outra com as atitudes do Legislativo, esqueceram que as comunidades rurais vivem
dias tensos com uma onda de violência.
Entre
os casos que mais chamaram a atenção e assustaram os moradores está um arrastão
em uma festa, o caso de um agricultor que para não perder sua moto desferiu
dois golpes de faca contra o assaltante quando seguia da cidade para a zona
rural, uma casa vítima de bandidos dois dias seguidos, além de registros de
arrombamento com agressão a idosos, dentre outros. O problema nem sempre está
na polícia, que não adivinha por onde anda os bandidos, mas nos que se propõem
ser “a voz do povo”, que perdem os poucos minutos de trabalho em uma sessão
discutindo política partidária.
Em
comunidades onde esses fatos aconteceram, inclusive, tem parlamentares que se
autodeclaram “donos” dos votos, mas só dos votos e não dos interesses dos
votantes. Talvez não saibam mesmo desses problemas enfrentados pela população
da zona rural, pois são poucos os que voltam às comunidades para ouvir seus
anseios após as eleições. Infelizmente, para muitos, o povo é tido como produto
que tem preço e data para fechar negócio; de dois em dois anos.
POLITICANDOPB
Imagem: Blog do Dema
