Um
fato novo vem chamando a atenção de todos que acompanham de perto a política de
Cuité, Curimataú paraibano, sobretudo, o Legislativo Municipal. É que, no
retorno dos trabalhos legislativos da Casa de Manoel Felipe dos Santos, na
última segunda-feira (24), dois vereadores da base aliada do prefeito Charles
(PSL) tiveram discursos fortes em defesa dos seus mandatos e desentalaram uma
espécie de “grito preso na garganta”.
Joventino
Pontes (PSL), vereador de sete mandatos no legislativo cuiteense, fez inúmeras
cobranças para a sua comunidade e teceu críticas à gestão municipal. Segundo
ele, o Distrito do Melo continua abandonado, assim como nas outras gestões. Já
o novato na Casa, vereador Francisquinho das Cabaças (PSL) foi mais suave,
cobrou ações para a sua comunidade, como um carro para fazer o transporte de
doentes, mas não deixou de dar uma alfinetada na gestão. Com o comportamento, os parlamentares deram a entender que o prefeito não está atendendo seus pleitos.
O
posicionamento, segundo opinião do blogueiro Dema Macedo em uma publicação
recente, é de uma bancada independente. Tese que se confirma, uma vez que os
parlamentares não seguiram a determinação do prefeito, que, segundo vereadores
da oposição – na mesma sessão desta segunda –, o prefeito teria reunido os edis
da sua base e pedido aos mesmos para não colocar requerimentos na Câmara
Municipal.
O
fato mostra que o prefeito Charles não está tendo o diálogo que deveria com o
Legislativo. Além de ter minoria, o chefe do Executivo não se preocupa em
manter alinhada a sua base ou até mesmo buscar ampliá-la, acha que não precisa.
Contudo, haverá um momento que o apoio da câmara será primordial, mas não se
sabe se terá depois das declarações direcionadas à bancada majoritária e ao seu
presidente.
Após
o episódio do cancelamento da sessão de prestação de contas da saúde por uma
ordem, via celular, da ex-prefeita Euda Fabiana (PMDB), Charles disparou em
alto e bom som que “o Legislativo de Cuité não tem presidente e o comando do
mesmo vem de fora”.
Contudo,
o parlamento cuiteense poderá marcar a história da serra se tomar o destino
sugerido no título da matéria, só depende do prefeito. O mesmo deve ter diálogo
com a Câmara como um todo – aliados e adversários – afinal, não se governa só e
o modelo imperialista não se aplica a política moderna.
POLITICANDOPB
